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segunda-feira, 7 de maio de 2012

17:08
Ao longo de sua história, o Budismo incorporou muitos símbolos dentro de sua prática. Por exemplo:
 
A roda da lei (ou dharmachakra, em sânscrito, a linguagem da antiga Índia). Corresponde ao ciclo de morte e renascimento ao qual está preso todo ser, até o instante em que alcança a iluminação e se liberta do ciclo. Também corresponde à lei que regula todo o universo, ou seja, ao Dharma. Tal lei moveria todo o universo, daí o simbolismo da roda. Outra interpretação possível seria que, através da prática do Dharma (lei, em sânscrito) budista, o fiel conseguiria avançar no caminho da evolução espiritual. Convém ainda lembrar que a roda é um dos símbolos de Vishnu, o deus hindu da conservação. Segundo os hinduístas, Buda teria sido o nono avatar (encarnação) de Vishnu. A roda, como símbolo do transporte, ainda é uma referência ao esforço missionário de difusão do Budismo pelo mundo.
A roda da lei costuma ser representada com oito raios, numa referência ao caminho budista dos oito passos.

                                                 Roda do dharma

Outra versão da roda da lei é a roda da lei de Asoka, que possui vinte e quatro raios, em referência às 24 horas do dia, simbolizando que o praticante budista deve levar uma vida correta durante as 24 horas do dia. Tal tipo de dharmachakra foi representado em muitos monumentos da época do imperador indiano Asoka e serviu como modelo para os atuais brasão e bandeira da Índia.
Ficheiro:Flag of India.svg
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Bandeira da república da Índia


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Brasão da república da Índia

O nó infinito. Lembra que todos os eventos e seres no universo estão interrelacionados.
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O nó infinito 

Cervos. Buda proferiu seu primeiro discurso após atingir a iluminação espiritual em Sarnath, no parque dos Cervos. Em muitas construções budistas, se localizam representações de cervos em lembrança deste fato.



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Estátuas de cervos no Templo de Jokhang, em Lhassa, no Tibete 

Cruz suástica. Ainda que este símbolo seja mais comumente associado ao nazismo, ele em realidade é um símbolo antiquíssimo, tendo surgido muito antes do nazismo. Os antigos romanos já o representavam em suas construções. Atualmente, é um símbolo usado no Hinduísmo, Budismo e Jainismo. É tido como um sinal de boa sorte. Representa o sol com seus raios. No Cristianismo, recebe o nome de cruz gamada, por ser formada pela junção de quatro letras gregas gama.
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Estátua de Buda com cruz suástica no peito


 Lóbulos da orelha alongados


     As estátuas de Buda apresentam os lóbulos da orelha anormalmente longos, simbolizando a nobreza de Buda. Uma explicação possível para este símbolo é a de que os nobres da época de Buda utilizariam muitos ornamentos nas orelhas como forma de ostentar riqueza e poder. O peso destes adornos poderiam causar o gradual alongamento dos lóbulos. Buda, devido a sua origem nobre, teria usado estes ornamentos, deformando seus lóbulos. Os lóbulos alongados e sem brincos de Buda lembrariam o fato de que Buda era rico e nobre, mas que decidira abandonar tudo isso para buscar o sentido da vida. Isto seria um exemplo de vida para todas as pessoas.


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Estátua birmanesa de Buda, com os lóbulos das orelhas alongados

Saliência no alto da cabeça. 

É uma referência, nas estátuas de Buda, ao pleno desenvolvimento do chacra saharasra, que se localiza no alto da cabeça. Segundo a filosofia hindu, o ser humano possuiria sete chacras, ou centros de energia, ao longo de sua coluna vertebral. Ao longo de seu processo de evolução espiritual, o homem iria despertando e desenvolvendo estes chacras, começando pelo primeiro, na base da coluna, até o sétimo e último, no alto da cabeça. Esta saliência no alto da cabeça nas estátuas de Buda significaria que Buda era um ser que já havia alcançado o máximo desenvolvimento espiritual possível ao homem.

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Estátua tailandesa de Buda com o chacra saharasra simbolicamente representado no alto da cabeça 

O terceiro olho

O chamado "terceiro olho", que se localiza entre as sobrancelhas das estátuas de Buda, é uma referência ao pleno desenvolvimento do chacra ajna em Buda, o que lhe conferiria uma inteligência superior.

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Estátua do Buda Amida em Kamakura, no Japão, com o "terceiro olho" simbólico visível entre as sobrancelhas 

Os pés de Buda 

É frequente a representação dos pés de Buda. Normalmente, ele apresenta-se marcado pela Roda da Lei budista.

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Representação dos pés de Buda em Kamakura, no Japão
  
As três joias budistas

Buda, a doutrina budista (Dharma) e a comunidade de monges budistas (Sangha). Recebem o nome de jóias porque se mantém imutáveis em seu valor, ignorando o tempo, tal como as jóias. São uma verdadeira reserva de valor, nos quais os devotos budistas encontram refúgio nos momentos difíceis.



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Representação das Três Joias do Budismo
  • A aura de Buda. Representa a santidade de Buda e sua condição de iluminado.
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A aura de Buda
  • A postura deitada de Buda. É uma referência aos últimos momentos de vida de Buda.
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Estátua birmanesa de Buda deitado

 A mão direita aberta de Buda

É o gesto chamado de abhaya, "sem medo". Simboliza que o devoto pode se aproximar de Buda sem medo.
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Estátua de Buda na república da China em posição de abhaya 

A postura de meditação de Buda. 

É uma referência à importância da meditação dentro do Budismo.

Estátua de Buda achada na fronteira afegã-paquistanesa 

Buda tocando o solo com a mão
  • Simboliza que Buda está pedindo à terra que testemunhe sua determinação em atingir a iluminação espiritual através da meditação.
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Estátua birmanesa de Buda tocando o solo com a mão 

A magreza extrema de Buda. 

É uma referência ao período no qual Buda praticou o jejum extremo, como forma de tentar atingir a compreensão espiritual. Mas Buda acabou por rejeitar este caminho, por considerá-lo ineficaz e substituí-lo pelo caminho da meditação.

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Pintura em Twante, no Mianmar, retratando o período de magreza extrema de Buda 

O círculo formado pelo dedo polegar e o indicador.

 É uma referência ao principal símbolo do Budismo, a roda da lei. Simboliza que Buda está em atitude docente, ou seja, está ensinando sua doutrina aos discípulos.
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Pintura retratando o círculo formado pelo polegar e o indicador 

A flor do lótus

É um símbolo não só do Budismo mas de todo o oriente. Simboliza a pureza espiritual, que não é maculada pelo cotidiano, assim como as flores de lótus não se mancham com o lodo sobre o qual crescem.
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Flor de Lótus

Na simbologia oriental, o ser humano deve se inspirar no exemplo da flor de lótus para permanecer puro, mesmo em meio à toda a corrupção do mundo.
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Flor de Lótus
  • Cabelo anelado de Buda. É uma referência à inteligência superior de que Buda era dotado.

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Estátua de Buda em Borobudur, na Indonésia 

O leão

Era o símbolo do clã do qual fazia parte Sidarta: o clã Shakya.
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Leão representado num pilar construído pelo rei Asoka em Vaishali, em Bihar, na Índia, em 250 a.C. 

O cavalo

O cavalo lembra a partida de Sidarta do palácio de seu pai, montado em seu cavalo branco, Kanthaka, acompanhado de seu único criado, Chandaka. Portanto, o cavalo é um símbolo da renúncia de Sidarta aos valores mundanos.
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O elefante

A rainha Maya sonhou que um elefante branco penetrava em seu ventre pela sua axila direita e, logo em seguida, ela percebeu que estava grávida de Sidarta. Deste modo, o elefante é um símbolo da encarnação de Buda.
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O touro

Junto com o elefante, o cavalo e o leão, o touro é um dos quatro animais fundamentais dentro do Budismo. O touro alude à grandeza e à importância de Buda.
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